Dr. Vagner Camargo Pires | CRM-TO 4329 | Ortopedista e Especialista em Dor
A dor no joelho é uma das queixas mais comuns no consultório ortopédico. Ela pode surgir de forma súbita após uma lesão ou desenvolver-se gradualmente ao longo de anos. Identificar a causa correta é o primeiro passo para um tratamento eficaz e duradouro.
Dado importante: Estima-se que mais de 25% da população adulta sofre de dor crônica no joelho. A boa notícia é que, na maioria dos casos, é possível tratar sem cirurgia com as técnicas modernas disponíveis hoje.
A artrose é o desgaste progressivo da cartilagem que recobre os ossos do joelho. Com o tempo, o atrito entre os ossos causa dor, rigidez e limitação de movimento. É mais comum após os 50 anos, mas pode ocorrer mais cedo em pessoas com histórico de lesões ou obesidade.
Sintomas típicos: dor ao subir escadas, rigidez pela manhã, crepitação (estalos), inchaço após atividade física.
Os meniscos são estruturas fibrocartilaginosas que amortecem o impacto dentro do joelho. Lesões podem ocorrer por torções súbitas em atletas ou por degeneração em pessoas mais velhas. O quadro clássico inclui dor localizada na linha articular, sensação de travamento e dificuldade de extensão completa.
É o amolecimento e deterioração da cartilagem na face posterior da patela (rótula). Causa dor na região frontal do joelho, especialmente ao subir escadas, agachar ou ficar sentado por longos períodos. É frequente em jovens ativos e corredores.
Inflamação do tendão patelar, que conecta a patela à tíbia. Muito comum em esportes de salto (vôlei, basquete) e corrida. Causa dor abaixo da patela que piora com atividade física.
Inflamação da banda iliotibial na face lateral do joelho. Clássica em corredores de longa distância, causa dor na parte externa do joelho que surge tipicamente após determinada distância de corrida.
O diagnóstico começa com uma avaliação clínica detalhada: história da dor, exame físico com testes específicos para cada estrutura e análise da marcha. Os exames complementares incluem:
Radiografia: avalia o espaço articular e possíveis calcificações. Ressonância Magnética: padrão ouro para avaliar cartilagem, meniscos e ligamentos. Ultrassom: útil para tendões, bursas e guiar procedimentos.
A primeira linha de tratamento inclui fisioterapia, fortalecimento muscular, modificação de atividades e uso criterioso de anti-inflamatórios. O objetivo é reduzir a dor e restaurar a função sem procedimentos invasivos.
O PRP é uma das terapias regenerativas mais utilizadas para artrose e lesões de cartilagem. O plasma concentrado do próprio paciente, rico em fatores de crescimento, é injetado no joelho para estimular a regeneração tecidual e reduzir a inflamação. Os resultados são especialmente bons nos estágios iniciais e moderados da artrose.
As infiltrações de corticoide, ácido hialurônico ou PRP são muito mais precisas quando realizadas sob visão direta do ultrassom. Isso garante que o produto chegue exatamente ao local correto, aumentando a eficácia e reduzindo riscos.
Para tendinopatias e calcificações ao redor do joelho, as ondas de choque extracorpóreas oferecem resultados excelentes sem necessidade de injeções ou cirurgia.
A cirurgia é indicada quando os tratamentos conservadores não oferecem alívio adequado, ou em lesões estruturais graves (rotura completa de ligamento, menisco bloqueado). A artroscopia permite intervenções minimamente invasivas com recuperação mais rápida.
Não. A grande maioria dos casos de dor no joelho pode ser tratada sem cirurgia, especialmente com as técnicas de medicina regenerativa disponíveis hoje. A cirurgia é reservada para situações específicas que não respondem ao tratamento conservador.
Sim, especialmente nos graus I, II e III. Estudos mostram redução significativa da dor e melhora da função em 70-80% dos pacientes. Os resultados costumam durar de 12 a 18 meses.
Varia conforme o diagnóstico e a gravidade. Em média, 15 a 20 sessões para casos agudos, e programas mais longos para condições crônicas. O fortalecimento muscular contínuo é fundamental.
Depende da causa e da intensidade da dor. Em alguns casos, a atividade adaptada faz parte do tratamento. Em outros, é necessário repouso temporário. O ideal é a avaliação individualizada com um especialista.
Artrose é o desgaste mecânico da cartilagem, progressivo e relacionado à idade e uso. Artrite é uma inflamação da articulação que pode ter várias causas, incluindo doenças autoimunes como artrite reumatoide.
Avaliação individualizada com Dr. Vagner Pires — Ortopedista e Especialista em Dor em Palmas-TO
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