← Dr. Vagner Pires Blog
Medicina RegenerativaPRPOrtobiológicos

PRP (Plasma Rico em Plaquetas): O Que É e Como Funciona

Dr. Vagner Camargo Pires | CRM-TO 4329 | Especialista em Medicina Regenerativa

O PRP (Plasma Rico em Plaquetas) é uma das terapias regenerativas mais avançadas disponíveis na ortopedia moderna. Usando o próprio sangue do paciente, concentramos os fatores de crescimento naturais do organismo e os aplicamos diretamente no local da lesão ou degeneração, estimulando a regeneração tecidual de forma natural e segura.

O que torna o PRP especial: É uma terapia autóloga — vem do seu próprio corpo. Isso elimina o risco de rejeição ou transmissão de doenças, e o resultado é a ativação dos mecanismos naturais de cura do organismo de forma amplificada.

O Que São as Plaquetas e o Que Elas Fazem?

As plaquetas são células do sangue conhecidas principalmente pelo seu papel na coagulação. Mas elas têm outra função crucial: quando ativadas, liberam dezenas de fatores de crescimento que sinalizam ao organismo para iniciar o processo de reparo tecidual.

Entre os principais fatores liberados estão o PDGF (fator de crescimento derivado de plaquetas), o TGF-β (fator de crescimento transformador beta), o VEGF (fator de crescimento vascular endotelial) e o IGF-1. Cada um tem um papel específico no recrutamento de células reparadoras, formação de novos vasos e síntese de colágeno.

Como o PRP é Preparado: Passo a Passo

Coleta do sangue: Coletamos de 15 a 60 mL de sangue do próprio paciente, geralmente do braço, como em um exame de sangue comum.
Centrifugação: O sangue é colocado em uma centrífuga de alta velocidade por 8 a 15 minutos. A rotação separa os componentes do sangue por densidade.
Concentração: O plasma rico em plaquetas é separado e pode ser concentrado até 5-7 vezes acima dos níveis normais do sangue.
Ativação (quando indicada): Em alguns protocolos, o PRP é ativado com cloreto de cálcio para liberar imediatamente os fatores de crescimento.
Aplicação guiada: O PRP é injetado no local alvo — articulação, tendão, músculo — preferencialmente sob orientação de ultrassom para máxima precisão.

Para Quais Condições o PRP é Indicado?

Articulações

Artrose de joelho (graus I a III), artrose de quadril, artrose de tornozelo. O PRP reduz a inflamação, melhora a lubrificação articular e pode desacelerar a progressão do desgaste cartilaginoso.

Tendões

Tendinopatia patelar, tendinopatia do manguito rotador (ombro), epicondilite lateral (cotovelo de tenista), fasciíte plantar, tendinopatia do Aquiles. Condições crônicas que não respondem à fisioterapia convencional são excelentes candidatas ao PRP.

Lesões Musculares

Distensões musculares de grau II, lesões de isquiotibiais em atletas. O PRP pode acelerar a recuperação e reduzir o tempo de afastamento.

Quantas Sessões São Necessárias?

O protocolo varia conforme a condição tratada. Em geral, para artrose de joelho aplicamos 3 sessões com intervalo de 4 semanas entre elas. Para tendinopatias, 1 a 3 sessões com intervalo de 6 semanas. Para lesões musculares agudas em atletas, 1 a 2 sessões são frequentemente suficientes.

Os efeitos tendem a surgir gradualmente ao longo de 4 a 8 semanas após cada aplicação, e os resultados costumam se manter por 12 a 18 meses.

O Que Esperar Após o Procedimento

É normal sentir um aumento temporário de dor e desconforto nas primeiras 24 a 72 horas após a aplicação — isso é sinal de que a resposta inflamatória regenerativa foi ativada. Anti-inflamatórios não esteroidais devem ser evitados nesse período, pois podem interferir na ação do PRP.

Repouso relativo por 48 horas é recomendado. Após isso, atividades leves podem ser retomadas progressivamente conforme orientação médica.

Perguntas Frequentes sobre PRP

O PRP dói?

O procedimento causa desconforto leve a moderado. Utilizamos anestesia local no ponto de aplicação para minimizar a dor. A maioria dos pacientes tolera bem o procedimento.

Existe risco de rejeição ou infecção?

Risco de rejeição é praticamente inexistente, pois usamos o próprio sangue do paciente. O risco de infecção é muito baixo quando o procedimento é realizado com técnica estéril adequada em ambiente apropriado.

PRP funciona para todo tipo de artrose?

Os melhores resultados são obtidos em artrose graus I a III. Em artrose grau IV avançada (osso no osso), a indicação é mais criteriosa e os resultados são menos previsíveis.

O convênio cobre o PRP?

A maioria dos convênios ainda não cobre o PRP, pois é classificado como procedimento experimental pela ANS. Porém, muitos pacientes optam pelo tratamento particular dado o custo-benefício em comparação à cirurgia.

Posso fazer PRP se uso anticoagulante?

O uso de anticoagulantes, anti-inflamatórios e corticoides pode interferir na qualidade do PRP. É necessário suspender essas medicações por um período antes do procedimento, sempre com orientação médica.

Agende sua Avaliação

Descubra se o PRP é indicado para o seu caso — consulta com Dr. Vagner Pires em Palmas-TO

📱 Falar pelo WhatsApp