Dr. Vagner Camargo Pires | CRM-TO 4329 | Especialista em Medicina Regenerativa
O PRP (Plasma Rico em Plaquetas) é uma das terapias regenerativas mais avançadas disponíveis na ortopedia moderna. Usando o próprio sangue do paciente, concentramos os fatores de crescimento naturais do organismo e os aplicamos diretamente no local da lesão ou degeneração, estimulando a regeneração tecidual de forma natural e segura.
O que torna o PRP especial: É uma terapia autóloga — vem do seu próprio corpo. Isso elimina o risco de rejeição ou transmissão de doenças, e o resultado é a ativação dos mecanismos naturais de cura do organismo de forma amplificada.
As plaquetas são células do sangue conhecidas principalmente pelo seu papel na coagulação. Mas elas têm outra função crucial: quando ativadas, liberam dezenas de fatores de crescimento que sinalizam ao organismo para iniciar o processo de reparo tecidual.
Entre os principais fatores liberados estão o PDGF (fator de crescimento derivado de plaquetas), o TGF-β (fator de crescimento transformador beta), o VEGF (fator de crescimento vascular endotelial) e o IGF-1. Cada um tem um papel específico no recrutamento de células reparadoras, formação de novos vasos e síntese de colágeno.
Artrose de joelho (graus I a III), artrose de quadril, artrose de tornozelo. O PRP reduz a inflamação, melhora a lubrificação articular e pode desacelerar a progressão do desgaste cartilaginoso.
Tendinopatia patelar, tendinopatia do manguito rotador (ombro), epicondilite lateral (cotovelo de tenista), fasciíte plantar, tendinopatia do Aquiles. Condições crônicas que não respondem à fisioterapia convencional são excelentes candidatas ao PRP.
Distensões musculares de grau II, lesões de isquiotibiais em atletas. O PRP pode acelerar a recuperação e reduzir o tempo de afastamento.
O protocolo varia conforme a condição tratada. Em geral, para artrose de joelho aplicamos 3 sessões com intervalo de 4 semanas entre elas. Para tendinopatias, 1 a 3 sessões com intervalo de 6 semanas. Para lesões musculares agudas em atletas, 1 a 2 sessões são frequentemente suficientes.
Os efeitos tendem a surgir gradualmente ao longo de 4 a 8 semanas após cada aplicação, e os resultados costumam se manter por 12 a 18 meses.
É normal sentir um aumento temporário de dor e desconforto nas primeiras 24 a 72 horas após a aplicação — isso é sinal de que a resposta inflamatória regenerativa foi ativada. Anti-inflamatórios não esteroidais devem ser evitados nesse período, pois podem interferir na ação do PRP.
Repouso relativo por 48 horas é recomendado. Após isso, atividades leves podem ser retomadas progressivamente conforme orientação médica.
O procedimento causa desconforto leve a moderado. Utilizamos anestesia local no ponto de aplicação para minimizar a dor. A maioria dos pacientes tolera bem o procedimento.
Risco de rejeição é praticamente inexistente, pois usamos o próprio sangue do paciente. O risco de infecção é muito baixo quando o procedimento é realizado com técnica estéril adequada em ambiente apropriado.
Os melhores resultados são obtidos em artrose graus I a III. Em artrose grau IV avançada (osso no osso), a indicação é mais criteriosa e os resultados são menos previsíveis.
A maioria dos convênios ainda não cobre o PRP, pois é classificado como procedimento experimental pela ANS. Porém, muitos pacientes optam pelo tratamento particular dado o custo-benefício em comparação à cirurgia.
O uso de anticoagulantes, anti-inflamatórios e corticoides pode interferir na qualidade do PRP. É necessário suspender essas medicações por um período antes do procedimento, sempre com orientação médica.
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